Os principais achados deste estudo:
- Homens com TDAH vivem, em média, 6,78 anos a menos
- Mulheres com TDAH vivem, em média, 8,64 anos a menos
- A taxa de mortalidade entre participantes com TDAH foi 1,9 vezes maior, mesmo após ajustes por fatores socioeconômicos, comorbidades e estilo de vida.
O que são comorbidades?
Na medicina, chamamos de comorbidades as outras condições de saúde que podem aparecer junto com um transtorno principal. No caso do TDAH, é muito comum que ansiedade, depressão, obesidade ou problemas de sono também estejam presentes, e isso aumenta o impacto na saúde como um todo.
Por que o TDAH afeta a expectativa de vida?
O estudo destaca que o TDAH não é causa direta da redução de vida, mas fatores associados — como comportamentos de risco (impulsividade, direção imprudente, uso de substâncias), comorbidades psiquiátricas e médicas (ansiedade, depressão, obesidade, distúrbios do sono), e déficits de autocuidado — são contribuintes importantes.
Os 7 hábitos que ajudam a viver mais com TDAH
1. Diagnóstico precoce e tratamento contínuo
Iniciar tratamento cedo faz diferença porque reduz o tempo de exposição aos comportamentos de risco. A medicação pode ajudar na atenção e na impulsividade, enquanto a psicoterapia contribui para desenvolver estratégias de autorregulação e manejo emocional.
2. Exercício físico regular
Caminhada, corrida, ciclismo ou natação aumentam dopamina e noradrenalina — neurotransmissores fundamentais no TDAH. Também ajudam no controle do peso, do humor e na prevenção de doenças cardiovasculares.
3. Sono de qualidade
Ter uma rotina de horários regulares para dormir e acordar fortalece o funcionamento executivo do cérebro, melhora a memória, o humor e reduz o risco de desenvolver depressão, obesidade e diabetes.
4. Alimentação balanceada
Reduzir ultraprocessados e investir em proteínas magras, frutas, vegetais e ômega-3 protege a saúde cerebral, melhora a disposição e diminui riscos metabólicos.
5. Evitar o uso de substâncias psicoativas
O risco de dependência é maior em quem tem TDAH. Evitar álcool, cigarro e outras drogas é essencial para prevenir doenças e acidentes.
6. Apoio psicossocial e redes de suporte
Ter com quem contar — familiares, amigos ou terapeutas — ajuda a manter a motivação e favorece a adesão ao tratamento.
7. Psicoeducação e autoconhecimento
Compreender o funcionamento do TDAH no próprio corpo e mente ajuda a reconhecer gatilhos, organizar rotinas realistas e transformar o tratamento em um processo ativo e duradouro.
Conclusão
Embora estudos recentes mostrem que pessoas com TDAH podem ter, em média, menor expectativa de vida, isso não significa que esse desfecho seja inevitável.
A boa notícia é que os fatores de risco identificados são, em grande parte, modificáveis. Com diagnóstico correto, tratamento médico, hábitos de vida saudáveis e uma rede de apoio consistente, é possível não só reduzir os riscos, mas também alcançar mais saúde, autonomia e longevidade
Referências
Redução da expectativa de vida (homens: –6,78 anos; mulheres: –8,64 anos)
axa de mortalidade (masculino: ×1,89; feminino: ×2,13)
Intervalos amplos estimados (4,5‑9 anos; 6,5‑11 anos):
UCL, imprensa geral University College LondonVerywell HealthPeople.com



